sábado, 20 de dezembro de 2008

Carta ao Pai Natal...

24 de Dezembro de 1978
Querido Pai Natal
Tenho 5 anos e recordo-me apenas vagamente do Natal do ano passado.
Fui passá-lo com os meus avós no Monte. A mãe disse que não podiamos levar os presentes, como não temos carro, temos de ir de barco e depois de comboio até à estação da Funcheira. Depois o meu avô vem nos buscar na carroça do vizinho, atralada ao macho do vizinho, que é castanho. Nós temos um burro, é cinzento e chama-se Bonito e também temos uma vaca, chama-se Beca.
A mãe disse que não podíamos levar os presentes e os avós que vivem no monte longe de tudo também não tinham presentes... pelo menos dos embrulhados! Mas tinham galinhas e porcos, e forno de cozer o pão. Também não havia arvore de Natal. Mas no dia 24 a minha avó escolheu uma galinha, a minha mãe matou a galinha e depenaram-na em agua a ferver. A mãe não me deixou ver, diz que que tenho pena e começo a chorar e a galinha nunca mais morre! Depois o pai e o avô Chico arranjaram a lenha e assou-se a galinha no forno do pão.
Não havia árvore de Natal mas havia bolo de azeite, pudim servido nas chávenas de porcelana de uma fábrica qualquer muito importante (a minha mãe diz que é uma pena!) e na manhã do dia 25 a minha avó fez fatias de ovo e café e havia pão e chouriço do porco e presunto.... No dia de natal os vizinhos mataram um borreguinho... coitadinho! Eu não comi, a mãe deu-me canja e galinha! hummmm
Quando voltámos para Lisboa, já era Janeiro e... tinha os presentes todos no meu quarto para desembrulhar... foi assim um bocadinho como se fossem dois Natais.
Este ano não vamos ao Alentejo passar o Natal. O pai tem de trabalhar. Mas vem cá a tia Maria e a prima Dora e o tio Cândido. A mãe anda sempre a cantarolar e fez uma arvore de Natal muito bonita que está em cima do aparador da sala. A mãe cozinha bem e tem muita força para bater a massar e fazer as filhozes e as azevias e faz rabanadas e fatias de ovo, só para mim...
Eu estou a limpar a minha bota para a deixar na chaminé... deixa-me muita prendas por favor e também a bicicleta e o cão.
Clara

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sai uma rodada p'rá mesa do canto...


Pessoal não quero que vos falte nada!

À nossa e aos nossos blogs! Que nunca nos faltem as palavras, nem os leitores!

Obrigado a todos (2) lolololololololol

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Aniversário...


O meu blog faz hoje (11.12) 1 aninho... e eu que o tenho tratado tão mal... mas tenho tido tanto trabalho e tem estado muito frio... brrrrrrrrrrrrrr... e tem-me faltado a imaginação para escrever... e depois dizem-me que isto "ah e tal parece a revista Maria"... mas prometo que tudo isso vai mudar (menos a parte da Revista Maria!).


2036 visualizações... xiiiinamen!


Beijos a todos neste meu aniversário!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Há beijar e beijar... e beijar... e beijar... e beijar...


Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2.500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.

Mas foram os romanos que difundiram a prática. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium (sim, sim, suavemente eu gosto!), ou beijo dos amantes.

Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia (socorroooooooo!). Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro (bleghh).
Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.

No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente (toma!).

Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a mesma que serve para dizer cheirar. Por isso, no "beijo de esquimó", eles esfregam os narizes (hummm tão bom!)

Em 1909, um grupo de americanos que consideravam o contacto dos lábios prejudicial à saúde criou a Liga Antibeijo (uiiii deviam ser velhos, feios, desdentados, com herpes e mau hálito! Ninguém lhes pegava era o que era!)


Kiss Kiss Bang Bang

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um amor maior...

“Foi em Julho de 1968, há quarenta anos, que o Papa Paulo VI fez publicar aquela a que muitos chamam «a mais contestada das encíclicas da história da Igreja»: a Humanae Vitae, sobre a regulação natural da natalidade.

A riqueza da Humanae Vitae nunca será colhida se dela se focar apenas a sua condenação da contracepção, sem atender ao seu lado positivo, à sua visão da beleza do amor conjugal como «continuação da acção criadora de Deus».
«O matrimónio não é, portanto, fruto do acaso ou produto das forças naturais inconscientes, é uma instituição sapiente do Criador para realizar na humanidade o seu desígnio de amor» (n. 8).
Deste desígnio faz parte a união entre as dimensões unitiva e procriadora do acto conjugal - « a conexão inseparável que Deus quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa» (n. 12).
A vida nasce do amor e o amor é aberto à vida porque não se fecha e não se confunde com um “egoísmo a dois” – este desígnio não é um mal a combater (como quem combate uma doença), um fardo ou um erro a corrigir, mas um dom belíssimo do Criador. Os esposos são chamados a cooperar com esse desígnio, porque não são «árbitros das fontes da vida», mas «seu administradores» (n. 13). A vida é um dom que os ultrapassa, os filhos, na sua génese como no seu crescimento, são um dom a acolher, não um objecto a dominar e manipular.
É contra este desígnio que atenta a contracepção, ao contrário do que se verifica com a regulação natural dos nascimentos, através da qual os esposos cooperam de forma consciente e responsável (não se limitam a uma atitude passiva) com esse desígnio, sem o destruir ou alterar, porque «usufruem legitimamente de disposições naturais» (n. 16).
O matrimónio como dom recíproco, total e fecundo é um sinal visível da comunhão de Deus...”

Pedro Vaz Patto
http://www.sexualidade-igreja.org/Opiniao/A-mais-contestada-das-enciclicas.html



«O amor que não custa não é amor»
Madre Teresa de Calcutá

sábado, 15 de novembro de 2008

Palavras...

intriga
enredo; mexerico; bisbilhotice; maquinação, traição; cilada

“O demônio é sábio: podendo evitar trabalho, ele evita. Sempre que pode, ele lança mão de sua armadilha mais fácil e mais efetiva: a intriga.
Quando a usa, o demônio faz pouco esforço - porque é o próprio homem quem trabalha para ele. Com palavras mal dirigidas, são destruídos meses de dedicação, anos em busca de harmonia.
Frequentemente somos vítimas desta armadilha. Não sabemos de onde vem o golpe covarde, e não temos como provar que a intriga é falsa. A intriga não permite o direito de defesa: condena sem julgamento.
Assim como às vezes somos as vítimas, outras vezes somos tentados a exercer o papel do carrasco. Por isso, cuidado com as palavras; elas têm poder, e o demônio sabe disso.”
Paulo Coelho
http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2008/09/30/da-intriga/



O meu inferno são os outros.
TOLSTOI

domingo, 9 de novembro de 2008

Faz-se caminho andando...



"Pela Estrada Fora" por Erik Reis